Confiança e Transparência - Comunicado ANF PDF Imprimir e-mail
29-mar-2012

Duas investigações criminais de grandes dimensões, uma de burla informática e outra de falências fraudulentas, estão a afectar a transparência e a confiança no nosso sector.


Devemos todos reflectir sobre estes fenómenos.


As farmácias foram justamente consideradas ao longo das últimas décadas um sector credível, transparente, gerido por profissionais responsáveis, em que a população depositava grande confiança.


Este sentido de responsabilidade e este clima de confiança foram determinantes para a unidade do sector, que tornou possível o progresso contínuo das farmácias ao longo dos últimos 30 anos.


É por isso que a ANF assiste com muita preocupação ao desenvolvimento no sector de fenómenos de natureza criminal, que prejudicam gravemente a imagem das farmácias perante o País e particularmente perante os doentes.


Têm na sua origem uma visão oportunista e de lucro fácil, sem preocupação com a transparência e até com a legalidade dos seus actos.


Não se movem pelo interesse colectivo, nem pela credibilidade do sector.


É preciso reconhecer com frontalidade estes fenómenos, para que cada um de nós assuma as suas responsabilidades.


O futuro do sector de farmácias será aquilo que cada um de nós quiser que seja.


A credibilidade do sector é construída com a credibilidade de cada um de nós e das instituições que nos representam.


A ANF colabora regularmente, por isso mesmo, com as autoridades nos processos de investigação.


Foi a Direcção da ANF que participou às autoridades de investigação criminal o caso da burla informática.


E, pelo desenvolvimento do processo, já não há dúvidas sobre o fundamento da nossa participação.


Temos de ser firmes na denúncia dos factos que destroem a credibilidade que as farmácias construíram ao longo de várias décadas.


As farmácias são um sector regulado, tutelado pelo Estado e que presta um serviço público às populações.


Temos de estar sempre à altura das nossas responsabilidades.


E não podemos permitir que uma minoria ponha em causa o nosso futuro colectivo.

Lisboa, 29 de Março de 2012

 
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