Estudo de Avaliação Económica e Financeira do Sector das Farmácias - Comunicado ANF PDF Imprimir e-mail
02-mai-2012

Farmácias em Ruptura Económico-financeira

As medidas implementadas no sector do medicamento com o objectivo de redução da despesa pública conduziram ao agravamento da situação económica e financeira das farmácias. Em 2012, em todos os escalões de volume de negócio, as farmácias apresentam, em média, uma rentabilidade líquida das vendas negativa.


A farmácia média apresenta, durante o ano de 2012, um resultado líquido negativo (-39.891 euros) e um resultado operacional antes das amortizações (EBITDA) negativo (-738 euros). Os gastos com pessoal representam 17,2 por cento do valor das vendas e 57 por cento dos custos totais (excluindo o custo das vendas).


As conclusões são do estudo de Avaliação Económica e Financeira do Sector das Farmácias, que caracterizou a situação actual das farmácias portuguesas e estimou o impacto das medidas de redução da despesa pública nos seus resultados até ao final do ano de 2012, com base em informação histórica relativa a 2010 e informação prospectiva relativa a 2011 e 2012.


Os dados da investigação, conduzida por Avelino Azevedo Antão (Universidade de Aveiro) e Carlos Manuel Grenha (Oliveira, Reis & Associados), revelam ainda que, no período de 2010 a 2012, a margem bruta das farmácias reduz 26 por cento, o valor das vendas reduz 17,3 por cento, a rentabilidade operacional das vendas reduz 100,8 por cento e a rentabilidade líquida das vendas reduz 198 por cento.

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2 de Maio de 2012

 
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