A evolução do mercado de medicamentos em 2012 - Comunicado ANF PDF Imprimir e-mail
04-jul-2012

O mercado de medicamentos dispensados nas farmácias e a despesa pública do SNS continuam numa trajectória de redução contínua em 2012.

Em Junho, acentuou-se a redução do mercado de medicamentos e da despesa pública.

O mercado de medicamentos reduziu, no mês de Junho, em valor, (-) 16,3%, a maior queda verificada nos primeiros seis meses do ano.

No acumulado de Janeiro a Junho de 2012, o mercado reduziu (-) 8,4%, em valor.

Por sua vez, a despesa do SNS com medicamentos dispensados nas farmácias reduziu, em Junho, em valor, (-) 12,9%, a maior queda verificada nos primeiros seis meses do ano.

No acumulado de Janeiro a Junho de 2012, a despesa do SNS com medicamentos reduziu (-) 7,1%, em valor.

A evolução do mercado em Junho evidencia ainda que foram dispensados nas farmácias medicamentos genéricos de preço mais reduzido, em consequência do novo regime de prescrição por DCI, que entrou em vigor no dia 1 de Junho de 2012.

A despesa do Estado e dos doentes com medicamentos genéricos reduziu, em Junho, em valor, (-) 24,1%, a maior queda verificada nos primeiros seis meses do ano.

Também em Junho, pela primeira vez, a quota de mercado dos medicamentos genéricos (em GH) ultrapassou os 60%.

A maior redução no preço médio dos medicamentos genéricos dispensados pelas farmácias ocorreu também em Junho.

O direito de opção do utente revelou-se assim, no primeiro mês da sua aplicação, um factor determinante para a redução dos encargos das famílias com medicamentos.

Os portugueses estão, por isso, de parabéns.

As suspeições permanentes sobre o mercado de genéricos e o direito de opção dos doentes, que os saudosos da prescrição por marca comercial continuam a assumir, são um mau serviço prestado ao País e aos doentes.

A ANF e as farmácias reafirmam a sua posição de que serão sempre aliados do Estado e dos doentes na redução da despesa com medicamentos e no crescimento do mercado de genéricos.

É conhecida a situação actual muito difícil das farmácias.

Está em causa a sustentabilidade do sector, como demonstram sucessivos estudos da sua situação económica e financeira, que são do conhecimento público.

Entendemos que é possível salvar o sector de farmácias sem sacrificar uma política de racionalização do consumo de medicamentos e sem comprometer as obrigações internacionais do Estado Português.

O desenvolvimento do mercado de genéricos é uma realidade Europeia, que chegou a Portugal com muitos anos de atraso e que deve continuar a ser estimulada.

O crescimento desse mercado é uma necessidade dos países, dos Estados e dos doentes.

Negar esta realidade e negar aos doentes o direito de opção por medicamentos iguais e mais baratos, como alguns continuam a pretender, são atitudes do passado, que nenhum sistema de saúde pode sustentar no presente e no futuro.

Evolução do Mercado de Medicamentos_2012

Lisboa, 4 Julho de 2012

 
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