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Date: 2012-03-23 15:24:09
Newsletter ANF nº 94 - 9 de Março de 2012

 
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44% das vacinas contra a Gripe Sazonal dispensadas na época 2010/11 foram administradas nas Farmácias

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De acordo com o Centro de Estudos e Avaliação em Saúde da ANF (CEFAR), que avaliou o serviço de vacinação contra a gripe sazonal nas Farmácias na época 2010/11, estima-se que, no máximo,  44% das vacinas dispensadas tenham sido administradas nas Farmácias, face a 26,8% em 2009/2010. Este resultado constitui um marco que comprova a crescente preferência dos Portugueses pela Farmácia. A estimativa do CEFAR é muito similar à estimativa para Farmácias do Relatório do INSA sobre a Cobertura Vacinal em Portugal 2010/11.
De acordo com o CEFAR, metade dos utentes que escolheram as Farmácias como local de administração da vacina contra a gripe foi vacinada nos primeiros 15 dias de Outubro de 2010.
A cobertura vacinal atingiu 45,0% na população com idade igual ou superior a 65 anos e a cobertura vacinal proporcionada pelas Farmácias nesta população situou-se entre 6,6% e 10,3%.
A vacinação na mesma farmácia onde a vacina é dispensada, mediante prescrição médica, alia o conforto à segurança e evita a deslocação a outro serviço de saúde, demonstrando a mais-valia da rede de proximidade das Farmácias aliada à qualificação dos seus profissionais no combate à gripe e na promoção da saúde pública.
                                                                    

Intervenção do farmacêutico contribui para melhoria dos resultados clínicos dos doentes e para redução da despesa

O Departamento Federal da Saúde dos EUA, através de dois dos seus gabinetes (Office of the Chief Pharmacist of the U.S. Public Health Service e U.S. Surgeon General), reconhece a contribuição dos farmacêuticos nos cuidados aos doentes, tanto como prestador individual, como enquanto parte integrante da equipa da saúde, através dos serviços disponibilizados pelas farmácias.
Destaca, também, o papel do farmacêutico na gestão da doença, nomeadamente, através de protocolos de colaboração com os médicos, em que o farmacêutico é responsável por avaliar o doente, iniciar, ajustar e descontinuar tratamentos, solicitar, interpretar e monitorizar testes laboratoriais, e desenvolver planos terapêuticos.
Através da sua intervenção profissional, os farmacêuticos contribuem não só para a melhoria dos resultados clínicos dos doentes, como também para a contenção da despesa com cuidados de saúde, através da redução do número de reacções adversas a medicamentos e, consequentemente, de hospitalizações. Estima-se que o benefício económico da intervenção farmacêutica, entre 1998 e 2005, tenha sido em média, de USD 10,07 por USD 1 de recursos alocados aos serviços de Farmácia Clínica.
Perante estes factos, o Departamento Federal da Saúde recomenda a criação de sistemas de remuneração para suportar economicamente os serviços prestados pelas farmácias.
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