Discurso de João Cordeiro sobre Programa de substituição por medicamentos mais baratos
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Declaração de João Cordeiro sobre dispensa de medicamentos genéricos
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Farmácias ajudam portugueses a reagir à crise
As Farmácias estão a dar aos doentes a possibilidade de escolherem, dentro da mesma substância activa, dose e forma farmacêutica prescrita pelo médico, o medicamento mais barato, mantendo a comparticipação.
Ao fazer a dispensa dos medicamentos pela Denominação Comum Internacional (DCI), à semelhança do que já acontece nos hospitais, as Farmácias contribuem para que os utentes possam, de facto, levar para casa todos os medicamentos que constam da receita médica, algo que, em muitos casos, não tem estado a acontecer.
As Farmácias, enquanto observatórios privilegiados da realidade social e económica do país, são testemunhas diárias das dificuldades que cada vez mais pessoas têm para comprar os medicamentos de que necessitam.
O desemprego e a diminuição do rendimento mensal disponível vieram agravar ainda mais a limitação do acesso aos medicamentos, que ameaça conduzir a um grave problema de saúde pública.
Sem alternativas, os utentes das Farmácias têm tomado a decisão unilateral de não levar parte ou mesmo a totalidade dos medicamentos prescritos, não iniciando ou interrompendo os tratamentos, o que pode vir a ter consequências graves, para a saúde dos doentes.
Os farmacêuticos, enquanto especialistas do medicamento, conscientes das suas responsabilidades, não querem assistir à degradação da qualidade dos serviços prestados às populações. Nesse sentido, dão aos utentes a liberdade de optarem por um medicamento genérico, dentro do mesmo princípio activo, informando-os sobre as diferenças de preços.
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