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A rede antigripe

​​​​​​​​​​​​Farmácias vão bater recorde de vacinação.

Texto de Carlos Enes e Sandra Costa • Foto de Pedro Loureiro

As farmácias vão vacinar mais de 600 mil pessoas contra a gripe na presente época vacinal. A rede encomendou 650 mil vacinas, mais 100 mil do que ano passado. «Assumimos o compromisso de fazer tudo o que depender das farmácias para que, este ano, não fique nenhuma vacina disponível em Portugal», declarou aos jornalistas o presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF). «Com este esforço, temos a certeza de que vamos diminuir o risco que todos corremos colectivamente», garantiu Paulo Cleto Duarte. 

No ano passado, o vírus da gripe foi a causa de 3.331 óbitos em Portugal, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA). A doença causa mais de um milhão de dias de baixa por ano, de acordo com a Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP). Se a população fosse devidamente imunizada, pelo menos 70 por cento destas baixas poderiam ser evitadas. 

«Estamos perante uma pandemia sazonal à qual precisamos de melhorar a nossa resposta», considera Paulo Cleto Duarte. «Temos de aumentar a imunização da população para evitar os contágios em massa a que assistimos repetidamente durante o Inverno», defende o farmacêutico. 


O presidente da ANF vacinou-se na farmácia de que é co-proprietário

A gripe é especialmente perigosa para pessoas com o sistema imunológico debilitado. Por isso, os portadores de doenças crónicas e as pessoas com mais de 64 anos devem encarar a vacina como obrigatória. Essa mesma obrigação deve estender-se às pessoas que contactam directamente com idosos e doentes crónicos, no ambiente familiar ou de trabalho. «Os profissionais de saúde devem vacinar-se, por isso as farmácias começaram por vacinar as próprias equipas», revelou o presidente da ANF, que se vacinou na Farmácia Estácio, do Rossio, em Lisboa, de que é co-proprietário. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu como meta a taxa de 75 por cento de cobertura vacinal da população de risco. O cumprimento desta recomendação fica, anualmente, muito aquém dos objectivos. O Steering Group on Influenza Vaccination da União Europeia lançou em 2018 um manifesto «incitando os decisores políticos, comunidade médica e científica, e organizações de saúde de todos os países da União a reconhecer o impacto n​egativo do vírus Influenza e a preveni-lo, através da adopção das medidas estipuladas pela OMS». Organizações científicas e de prestação de cuidados de saúde assinaram esse documento em Bruxelas, entre as quais a Ordem dos Farmacêuticos portuguesa e a ANF. 

Nos Estados Unidos da América, o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), recomenda o alargamento da cobertura vacinal à população adulta, para evitar mortes desnecessárias. «Toda a população deve vacinar-se contra a gripe sazonal, tão depressa quanto possível», considera Thomas Frieden, director do CDC, instituição norte-americana equivalente à Direcção-Geral da Saúde portuguesa e uma das mais importantes autoridades sanitárias a nível mundial. 


As autoridades de Saúde dos Estados Unidos apelam à vacinação de toda a população

O CDC dirigiu, em 2016, uma carta às farmácias apelando à sua intervenção na imunização da população norte-americana. «O CDC reconhece e aprecia o papel cada vez mais importante que os farmacêuticos desempenham na Saúde Pública, incluindo vacinar a população contra a gripe sazonal e outras vacinas contra doenças que podem ser prevenidas». E agradecia àqueles profissionais de saúde «tudo o que fazem pelos utentes e o contributo contínuo para a Saúde Pública». 

Em Portugal, há 2.500 farmácias com serviço de vacinação e 3.300 farmacêuticos habilitados a vacinar contra a gripe. No ano passado, 525 mil vacinas foram dispensadas pelas farmácias.

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