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A união faz a força

​​​​​​​​Numa era digital de transformação de hábitos dos consumidores, é preciso garantir uma resposta rápida das empresas.

Texto de Maria João Veloso • Foto de Mário Pereira

Tiago Galvão, presidente da Comissão Executiva da Alliance Healthcare, lembra como a McDonalds mudou a lógica de comer há mais de vinte anos. Nos dias de hoje, a forma de comer fast food mudou mais ainda. «Esperamos que uma mota nos entregue um hambúrguer em casa em cinco minutos». Hoje o consumidor tem acesso a tudo com grande velocidade, seja para marcar de véspera uma viagem a Roma a preços acessíveis ou aceder a plataformas com música de todo o mundo. Foi por isto que a Valentim de Carvalho faliu, lembra Tiago Galvão.

«Que tipo de adaptação as empresas deverão ter para ser mais eficazes junto do consumidor?». Para esta e outras questões, César Marto e Pedro Miguel Silva, consultores da Deloitte Portugal, apresentaram propostas para acompanhar a evolução e a rapidez da era digital. Se há uns anos a transformação digital era um chavão, hoje é um dos temas transversais no congresso e no mundo. As grandes diferenças entre o negócio tradicional e a tecnologia digital são a velocidade, cultura e mentalidade, flexibilidade e transformação. As empresas enfrentam desafios como experimentação e ambiguidade de negócio, e deverão constituir equipas com pessoas de diferentes áreas que se complementem. Mas, sobretudo, devem adaptar-se à nova era. Dois bons exemplos são a Phillips e a Adidas. A primeira passou de produto a serviço, a segunda quer ir ao encontro de um consumidor inteligente que pode comprar o produto em casa, através do e-commerce, sem depreciar todos os parceiros da cadeia.

Pedro Miguel Silva mostra como a Blockchain (plataforma de confiança) é atractiva para as empresas do século XXI. Será particularmente eficaz quando, a 9 de Fevereiro de 2019, entrar em vigor a directiva sobre medicamentos falsificados, não permitindo contrafacção no canal, defende Tiago Galvão.

Um farmacêutico açoriano não esconde o receio da entrada de multinacionais como a Amazon em Portugal. Para César Marto, até poderá baralhar o mercado, no entanto as farmácias têm a proximidade com o utente que a Amazon não tem. A solução passa muito pelo elemento diferenciador. E isso implica que as farmácias funcionem «em rede, como um todo de confiança com 40 anos de história», remata Tiago Galvão.

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