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Autotestes do VIH chegam às farmácias

​​​​​​​​​Os dispositivos podem ser adquiridos sem receita médica.

Texto de Carina Machado • Foto de Pedro Loureiro

Os autotestes para o despiste de infecções pelo VIH já estão disponíveis nas farmácias comunitárias, onde podem ser adquiridos em qualquer altura, sem necessidade de receita médica. 

O rastreio pode ser feito no local de maior conveniência do utente e basta uma gota de sangue, obtida através de uma picada no dedo e colocada numa tira reagente para, em poucos minutos, se conhecer o resultado. Na eventualidade de o teste ser reactivo, a pessoa é aconselhada a ligar para a linha SNS24, para referenciação a um serviço hospitalar.

Segundo o director-geral da Mylan, empresa responsável pela colocação do dispositivo no mercado, a tónica deste produto está na «autonomia do utente». Paulo Madeira está convencido de que esse será um dos factores críticos de sucesso, «em conjugação com a facilidade de interpretação dos dados, bem como a rapidez e fiabilidade na obtenção do resultado». ​



Isabel Aldir, da Direcção-Geral da Saúde (DGS), destacou que esta é mais uma ferramenta ao serviço dos portugueses e deixou o apelo para que, «pelo menos uma vez na vida, realizem o teste à infecção pelo VIH. Quem ainda não o fez, tem mais esta oportunidade». 

A directora do Programa Nacional para a Infecção VIH/Sida e Hepatites Virais da DGS, sublinhou o papel complementar das farmácias comunitárias neste âmbito, considerando que «o trabalho que fazem no dia-a-dia, junto dos utentes, e a mais-valia que trazem para estas estratégias em termos de Saúde Pública é fundamental, quer na realização dos testes na própria farmácia quer, agora, na divulgação e na promoção do autoteste».
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O lançamento oficial, na Farmácia da Gare do Oriente, em Lisboa, contou também com a presença de várias organizações no âmbito do VIH-sida. 

Para a Abraço, a iniciativa vale por permitir o aumento da cobertura nacional dos pontos de rastreio. «Tudo o que possa servir para democratizar a realização do rastreio, para nós, é óptimo. Há sítios no nosso país onde a cobertura na realização de testes ainda não é a desejável e com mais esta possibilidade, as pessoas vão poder dirigir-se a uma farmácia comunitária e ter acesso directo aos meios». Além disso, completa o presidente da associação, Gonçalo Lobo, para lá da informação que é fornecida com o autoteste, os farmacêuticos estão disponíveis para prestar todos os esclarecimentos necessários sobre o percurso a fazer no caso de o teste ser reactivo, conclui.

Também Ricardo Fernandes, director-executivo do GAT – Grupo de Activistas em Tratamento, evidenciou a mais-valia da colocação destes autotestes na rede de farmácias. «As farmácias têm uma grande implementação a nível nacional e conseguem chegar a locais onde mais ninguém consegue ou onde há muito poucas intervenções em saúde», disse. 

Porém, considerando que o custo associado ao dispositivo – entre 20 e 25 euros – constitui ainda uma barreira para muitas pessoas, o GAT vê esta iniciativa como um passo numa estratégia que deverá ser mais alargada. 

«Nem todos poderão comprar o teste para levar para casa», concorda Maria Eugénia Saraiva, presidente da Liga Portuguesa Contra a Sida. «É uma nova janela de oportunidade», que se soma às alternativas já existentes para o rastreio das infecções pelo VIH.​​




 

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