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Doentes crónicos preferem as farmácias

​​Mais de 80 por cento quer levantar medicamentos hospitalares perto de casa.

Texto de Sandra Costa

Os doentes crónicos que durante a pandemia passaram a levantar a medicação na farmácia comunitária ou em casa querem manter esta opção no futuro. Dois em cada três doentes (65 por cento) estão mesmo dispostos a pagar para isso. Destes, cerca de metade dispõe-se a pagar até dois euros. Trata-se sobretudo de pessoas para quem o levantamento da medicação nos hospitais implica custos de deslocação elevados.

O levantamento da medicação hospitalar num modelo de proximidade (na farmácia comunitária, em casa ou noutro local à escolha), agilizado pela pandemia, é muito valorizado pelos doentes e seus cuidadores. Ao reduzirem as deslocações, pouparam tempo, quilómetros e dinheiro. Também as faltas ao trabalho diminuíram de forma considerável.

Estas são as principais conclusões de um estudo da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), baseado em entrevistas online a uma amostra de 510 pessoas, entre 20 de Outubro e 4 de Novembro. O estudo analisou o impacto da pandemia no acesso à medicação de dispensa exclusiva em farmácia hospitalar e o nível de satisfação dos doentes com as soluções existentes antes, durante e após o confinamento de Março. 

O estudo revela que, dos 75,9 por cento de doentes que antes do confinamento fazia o levantamento da medicação através do modelo hospitalar, 23,2 por cento mudou para o modelo de proximidade durante o confinamento e mantiveram-se no pós-confinamento. Estas 112 pessoas estão muito satisfeitas com a mudança (4,61, numa escala de 1 a 5) e querem que se mantenha no futuro. A farmácia comunitária é o local onde 43,7 por cento pretende continuar a levantar a medicação hospitalar. Já 39,2 por cento prefere recebê-la em casa. 

Não é difícil perceber porquê. Cada doente/cuidador poupou, em média, 112 quilómetros por deslocação para levantamento de medicação. Mais de nove em cada dez (92 por cento) passaram a gastar menos de cinco euros, contra 27,7 por cento antes da pandemia. O tempo de espera é outro dos factores valorizados. Oito em cada dez (80,5 por cento) passaram a esperar menos de 15 minutos. Antes da pandemia, 58,9 por cento esperava entre 15 e 60 minutos no hospital. O impacto laboral também é muito relevante: nove em cada dez inquiridos deixaram de ter de faltar ao trabalho ou meter férias para levantar a medicação. Antes da pandemia representavam 55 por cento. A melhoria ao nível do atendimento, esclarecimento de dúvidas e comunicação no momento da entrega também é valorizada pelos doentes que passaram a obter a medicação na farmácia comunitária.

O estudo "Acessibilidade e dispensa de proximidade ao medicamento hospitalar" foi apresentado a 13 de Novembro, durante a 12.ª edição do Fórum do Medicamento, organizado anualmente pela APAH, com o apoio da AstraZeneca.​

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