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Eficácia

​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​A confiança dos profissionais da Farmácia Santana nos genéricos contagiou os utentes

Texto de Sónia Balasteiro • Foto de Anabela Trindade

Farmácia Santana - Leça do Balio

Pedro está em início de carreira. Alto e magro, tem no olhar o entusiasmo pelo futuro. No horizonte, uma vida de trabalho intensa, em serviços e urgências hospitalares. Frequenta o Ano Comum de Medicina, no Hospital de São João.
Vai todos os dias trabalhar para o Porto, mas continua a recorrer à sua farmácia de sempre, em Leça do Balio. Mantém com os profissionais da Farmácia Santana uma relação de confiança. Como tem um filho pequeno, tornou-se um cliente habitual. Sempre que possível, leva para casa medicamentos genéricos, porque «têm a mesma qualidade e são mais baratos». Acredita que os seus colegas de profissão pensam o mesmo. «Actualmente, quase tudo é prescrito por princípio activo e os médicos estão completamente à vontade com isso», assegura o médico interno.

Artur Pimpão, médico especializado em doenças infectocontagiosas, no Centro de Diagnóstico Pneumológico do Porto, confirma. «De preferência, recomendo genéricos. Funcionam e são consideravelmente mais baratos», justifica. Como utente, tem «naturalmente» a mesma preferência.

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Os médicos foram decisivos para a boa reputação dos genéricos em Leça do Balio.​

Zulmira Machado, prestes a completar 77 anos, também é vizinha da Farmácia Santana. Frequenta-a desde a inauguração, em 2001. Recentemente, descobriu alguns problemas nos intestinos, que vieram juntar-se às persistentes dores nos ossos, por causa da osteoporose. «Estou um bocadinho preocupada», confidencia, após uma longa conversa com a farmacêutica. Exibe um saco cheio de medicamentos e a esperança de «que cheguem para um mês». Toma oito comprimidos diferentes, todos os dias. A factura seria incomportável se não optasse pelos genéricos. São mais baratos, mas não é só isso: ela tem boas razões para confiar neles. «A minha filha é médica e aconselhou-me a optar pelos genéricos. Tanto bem fazem uns como outros». A princípio, quando se começou a falar no assunto, «ainda teve um bocadinho de receio». Hoje em dia, encara os genéricos como a coisa mais natural do mundo. «Não tenho notado diferença nenhuma», afirma a doente.

Os médicos foram decisivos, mas a equipa da Farmácia Santana também contribuiu para a boa reputação dos genéricos em Leça do Balio. A farmácia foi pioneira na sua divulgação e dispensa. «Apostámos nos genéricos quando ainda havia muita relutância», conta o farmacêutico Filipe Ramalho, filho da directora-técnica, Ivone Ramalho, que iniciou esse trabalho há 16 anos. Depois das dúvidas e de alguma apreensão iniciais, as pessoas passaram a confiar e a levar. Muitos utentes «chegam aqui e já só pedem o genérico».

A convicção dos profissionais é decisiva para o sucesso. «Os genéricos não são medicamentos de segunda, obedecem a todos os critérios de qualidade dos outros. Temos isso interiorizado, o que facilita o trabalho de aconselhamento e dispensa», expõe Filipe Ramalho.​​

A segurança da equipa da Farmácia Santana contagiou os utentes. O argumento económico também ajudou. Nesta vila do concelho de Matosinhos, «as pessoas perceberam que o genérico é mais barato, não só para elas como para o Estado».
A farmácia dispensa entre dez mil e 15 mil embalagens de medicamentos por mês. Mais de metade são genéricos. A quota já atingiu 57 por cento em unidades dispensadas. A farmácia tem dois tipos de utentes. Durante a manhã, predominam os idosos, utilizadores tradicionais de uma farmácia de bairro. Estamos numa zona residencial, mas aqui perto passa a Estrada Nacional 236, que liga o Porto à Maia. Por isso, sobretudo à tarde, tem muitos «clientes de passagem», a caminho de casa ou do trabalho. São mais jovens e «mais exigentes, querem ser atendidos mais rapidamente».

Filipe Ramalho não consegue identificar qual dos dois grandes grupos de utentes leva mais genéricos. «Não existe um padrão, o medicamento genérico é utilizado transversalmente, dos novos aos mais idosos», expõe o farmacêutico. Os médicos da região prescrevem por princípio activo, «não limitam a escolha do doente». Depois, cada cidadão chega à farmácia e «opta por aquilo que acha melhor para si». Na maioria das vezes, sai mais um medicamento genérico.​​

 

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