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Farmácia 2030: tecnologia e humanismo

​​​​​Atendimento diferenciador e mais personalizado deve marcar futuro da farmácia digital.

Texto de Irina Fernandes • Foto de Jorge Firmino

A «revolução tecnológica» nas farmácias já chegou. E, num futuro não muito longínquo, a impressão 3D de fármacos e outras ferramentas digitais serão uma realidade. 

«A farmácia em 2030 terá uma dimensão muito tecnológica, tanto ou mais do que agora. O sector das farmácias foi um dos primeiros a ser informatizado no país», disse Duarte Santos, da Direcção da ANF, na sessão “Farmácia 2030” do 13.º Congresso das Farmácias. 

Quando a Internet é usada para a compra de fármacos e o “dr. Google” procurado para tirar dúvidas de saúde, levanta-se a questão: a profissão de farmacêutico está em risco? Irá desaparecer?
Luís Lourenço, da Farmácia Central, no Cacém,​ confia que o farmacêutico vai ter sempre lugar na farmácia digital. «Precisaremos cada vez mais do farmacêutico para fazer um trabalho diferente», disse, reclamando que «temos de encontrar na unidade que é o sector uma especificidade que é nossa».

Responsável pelas políticas digitais da Comissão Europeia, Violeta Nueno, da DG Connect, destacou a importância do acesso a dados de saúde além-fronteiras. «Em 2017, a maior parte dos cidadãos da União Europeia não conseguiu aceder aos seus dados de saúde quando esteve no estrangeiro. É importante criar mais acções para acelerar as soluções digitais na Europa».

João Tiago Teixeira, da Associação Portuguesa de Jovens Farmacêuticos, enfatizou a importância da formação contínua do farmacêutico de forma a responder às necessidades digitais da farmácia: «Precisamos de formação para o futuro, nomeadamente ao nível da análise de dados».

A vice-presidente da Associação Portuguesa de Estudantes de Farmácia, Rita Matos, garantiu que a nova geração de farmacêuticos está à vontade para abraçar a realidade digital. «A revolução tecnológica na Farmácia não nos assusta. Estamos familiarizados com a tecnologia. Mais importante é a humanização do serviço ao utente», disse.

Em jeito de conclusão, Duarte Santos observou que «podemos até ter um ecrã entre o do farmacêutico e utente, mas vamos saber quem está do outro lado. Se é um avô ou o dr. Guimarães. Associaremos tecnologia a humanismo».

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