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Farmácias apoiam exposição sobre açúcar

​​Constituída por cem obras de arte, homenageia impacto do cultivo da cana-de-açúcar na Madeira, nos séculos XV e XVI.​

Texto de Irina Fernandes

O ciclo económico do açúcar, e o consequente património cultural gerado pela sua comercialização, dão mote à exposição “As Ilhas do Ouro Branco – Encomenda Artística na Madeira séc. XV-XVI”.

Exposta no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, a partir desta quinta-feira, dia 16, e constituída por cem obras de arte – com expressão em pintura, escultura e ourivesaria, a exposição faz homenagem ao açúcar, também designado por “ouro branco”, revelando o impacto económico que o cultivo da cana-de-açúcar teve no arquipélago da Madeira, nos séculos XV e XVI.

O director do Museu Nacional de Arte Antiga, António Filipe Pimentel, descreve a exposição como o reflexo de uma «história muito importante». «Esta é a história da primeira expansão europeia para fora do continente, em ilhas paradisíacas. Gerou-se um espólio artístico que é singular a todos os títulos, não só pela qualidade, mas também pela própria escala física das obras». 

A assinalar o arranque das comemorações dos 600 Anos do Descobrimento da Madeira e do Porto Santo, a exposição “As Ilhas do Ouro Branco – Encomenda Artística na Madeira séc. XV-XVI” tem como foco o acervo patrimonial e a riqueza cultural madeirense.

«O açúcar era comercializado a valores altíssimos e isso permitiu que se estabelecesse, na Madeira, uma elite economicamente poderosa e culta. Uma elite capaz de estender redes de comércio por toda a Europa, mas especialmente no Norte, a partir da Flandres e das nossas feitorias. Nestas quase cem obras de arte é contínuo o aparecimento dos homens e das mulheres que fizeram a Madeira», frisou ainda o responsável da instituição cultural.

A directora-adjunta do Museu da Farmácia, da Associação Nacional das Farmácias, Paula Basso, enumerou as razões da aliança estabelecida com o Museu Nacional de Arte Antiga. 

A Associação Nacional das Farmácias, refira-se, alia-se à exposição “As Ilhas do Ouro Branco – Encomenda Artística na Madeira séc. XV-XVI” no âmbito do mecenato. «Era, sem dúvida, uma aliança inevitável. É uma forma de afirmação da nova área cultural da ANF», afirmou a responsável, relembrando que «o açúcar e o mel foram usados como medicamento e na adesão à terapêutica». Exemplos possíveis de conhecer em visita ao Museu da Farmácia, relembrou Paula Basso: «Temos na nossa colecção boiões e vasos de botica em faiança, do séc. XVII, mas que na inscrição tem “açúcar”. As peças de que falei estão em exposição na Farmácia Barbosa, no piso 0, e na nossa exposição permanente “A Farmácia no Mundo”».

Peças de ourivesaria de «extraordinária raridade, que sobreviveram 500 anos»; um Tríptico de Santiago Menor e São Filipe; a primeira edição da “Crónica de Guiné”, na qual está registada a descoberta da Madeira em 1841 e um exemplar de Pão de Açúcar, do século XX, são apenas algumas das peças emblemáticas da exposição. 

A exposição “As Ilhas do Ouro Branco – Encomenda Artística na Madeira séc. XV-XVI” mereceu honras do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Em dia de inauguração, quinta-feira, dia 15, o chefe de Estado deslocou-se ao Museu Nacional de Arte Antiga para conhecer a mostra artística. A cerimónia ficou ainda marcada pela presença do ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, do presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, e da secretária Regional do Turismo e da Cultura da Madeira, Paula Cabaço. Também estiveram presentes Sofia Boavida e Tiago Galvão, da Direcção da ANF.

“As Ilhas do Ouro Branco – Encomenda Artística na Madeira séc. XV-XVI” está patente de 16 de Novembro a 18 de Março de 2018.​

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