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Medicamentos a qualquer hora

​​​​​O projecto SAFE garante o acesso dos utentes a medicamentos urgentes durante a noite, feriados e domingos.​

Texto de Pedro Veiga • Foto de Anabela Trindade

Imagine que, por razões de saúde, tem de se deslocar a uma urgência hospitalar durante a noite. É-lhe feito o diagnóstico e, no fim da consulta, o médico entrega-lhe uma guia de tratamento que inclui medicação a ser tomada tão rapidamente quanto possível. Em 17 dos 18 distritos do país, este cenário implica que, depois de sair da urgência, o utente terá de deslocar-se a uma farmácia de serviço e esperar que tenha o medicamento em stock.  Mas, no distrito de Bragança, já há uma forma mais simples de garantir o acesso rápido ao medicamento: o projecto SAFE.
 
Com uma chamada para o 800 24 1400, os utentes do nordeste transmontano podem rapidamente saber se o medicamento de que necessitam está disponível e escolher a farmácia onde o recolher. Em alternativa, o medicamento pode ser entregue ao domicílio no prazo de duas horas. O serviço está disponível todos os dias da semana entre as 21h e as 9h, bem como aos domingos e feriados.
 
O Serviço Nacional de Assistência Farmacêutica – SAFE – está em fase-piloto no distrito de Bragança desde o início de Dezembro de 2017, mas só foi apresentado formalmente a 2 de Fevereiro de 2018, numa cerimónia que decorreu no Centro de Saúde Mirandela II. 
 
Durante a cerimónia de apresentação, o secretário de estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, elogiou o projecto e sublinhou «a enorme confiança de que o acesso ao medicamento não é colocado em causa e que as pessoas têm uma forma mais cómoda de receber os medicamentos de que precisam».
 
O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, classificou o SAFE como «um projecto que tem pernas para andar» e «que responde às necessidades de acesso a medicamentos e também de proximidade com as pessoas». Já Eugénia Madureira, directora clínica da Unidade Local de Saúde do Nordeste destacou o «grande trabalho da parte médica (para) informar as pessoas de que dispõem de um serviço que lhes vai facilitar a vida».
 
Do lado dos farmacêuticos, Franklim Marques​, presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Farmacêuticos, referiu que se «começa a encarar o farmacêutico como um real agente da saúde». Já Paulo Cleto Duarte, presidente da Associação Nacional das Farmácias, enfatizou que o projecto SAFE «demonstra que a coesão territorial é possível e que as farmácias vão liderar esse processo dentro do sistema de saúde».

 
 

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