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Medicamentos para a sida disponíveis nas farmácias

​​​Confidencialidade e avaliação externa científica garantidas.

Texto de Maria Jorge Costa • Foto de Pedro Loureiro

​O projecto-piloto de dispensa de medicamentos anti-retrovíricos em farmácias comunitárias começou, formalmente, no dia 1 de Dezembro. O arranque foi assinalado numa cerimónia, em Lisboa, que contou com a participação do ministro da Saúde. 

O projecto promove a liberdade de escolha dos utentes seguidos no Hospital Curry Cabral. Estes poderão optar entre continuar a receber a medicação no hospital ou passar a fazê-la na farmácia da sua preferência, onde serão atendidos em gabinete, ficando, assim, salvaguardados todos os aspectos relacionados com a confidencialidade do processo. 

O piloto da dispensa destes medicamentos nas farmácias comunitárias tem uma duração prevista de 18 meses, poderá envolver até 380 doentes e será sujeito a uma avaliação externa da Business School do Imperial College London,​ com o objectivo de aferir as mais-valias da intervenção farmacêutica e a satisfação dos doentes. A participação das farmácias do distrito de Lisboa é voluntária, mas obriga a formação específica. 

O presidente da Associação Nacional das Farmácias elogiou a determinação do Governo em cumprir o objectivo de valorização do papel das farmácias enquanto agentes de prestação de cuidados. Paulo Cleto Duarte particularizou a aposta no desenvolvimento de medidas de apoio à utilização racional do medicamento e o ensaio da delegação parcial da administração das terapêuticas orais em oncologia e doenças transmissíveis.

Paulo Cleto Duarte sublinhou a vontade do ministro em trabalhar mais e melhor com as farmácias, procurando todos os pontos onde existe a possibilidade de as farmácias contribuírem, através «da nossa proximidade e qualidade, para a melhoria da saúde da nossa população». 

O presidente da ANF enfatizou ainda o papel central dos doentes no projecto-piloto. 

 


A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos exaltou a importância de os cidadãos estarem no centro da mudança, «aqueles a quem, todos os que aqui estamos, servimos e que, no final do dia, somos todos nós». 

Ana Paula Martins reconheceu que se inicia aqui «um caminho de enorme responsabilidade para os farmacêuticos», e assumiu o compromisso de liderar, pessoalmente, a definição das competências para a dispensa parcial dos medicamentos para o VIH/sida nas farmácias portuguesas.

 


As primeiras palavras do ministro da Saúde foram dirigidas aos doentes, representados na ocasião por Luís Mendão, por serem pessoas com a coragem de lidar com a dor, o sofrimento, e com um sistema «tantas vezes impessoal, injusto e incompreensível».

 


Luís Mendão, doente há 20 anos, considera que esta é a solução adequada para responder às necessidades dos doentes de VIH/sida, por reunir, num mesmo projecto, a reserva de privacidade e a qualidade científica que avalia o impacto e os custos envolvidos. ​

 

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