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«Na Cáritas, os medicamentos mais solicitados são para a depressão»

​​​​​​Na sociedade dos nossos tempos, pobreza é, muitas vezes, sinal de insucesso.​

Texto de Carina Machado e Maria Jorge Costa • Foto de Pedro Loureiro

A realidade da pobreza não é estranha a Eugénio Fonseca. «Nasci numa família pobre. Sei o que é viver a pobreza.» 

 Mas eu fui pobre num tempo em que os pobres eram levados a aceitar a pobreza como uma condição natural de vida». 

Hoje, viver pobre é mais difícil. «Há mais estímulos externos, mais coisas, mais futilidades. Por outro lado, evoluiu-se muito no modo como se olham os direitos e os deveres das pessoas».  

Viver na pobreza deixou de ser algo com que a sociedade se conforma e é muitas vezes motivo de vergonha, diz. «Muitas pessoas me confessam: “Nunca pensei que poderia viver esta situação”. Muitas pessoas simplesmente não conseguem suportar uma vida de pobreza». 

O investimento da Cáritas Portuguesa em medicamentos para doenças do foro mental é disso reflexo. «A seguir à ajuda para suporte da habitação, vem a ajuda para adquirir medicamentos e os mais solicitados são para casos de depressão. 

É que, sabe? Às vezes, a pobreza, a falta de trabalho, não significa apenas a falta de dinheiro. Significa também faltar o estatuto social». 

 

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