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O Porto é uma nação

​​​​​​​​​​​​​​​​Esta candidatura é um objectivo nacional.

Texto de Irina Fernandes

Cidade segura e com muitas horas de sol. Cidade onde se celebra o conceito “mais família”. Destino de custo de vida barato e com atmosfera “muito atraente”.  Estes são alguns dos “pontos fortes” da candidatura do Porto a futura sede da Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês).

Ultrapassada a polémica, os responsáveis pela candidatura portuguesa salientam o seu carácter nacional. «Os grandes trunfos do Porto são os trunfos de Portugal: somos um país estável, de gente acolhedora, com um bom clima, actividade económica e financeira e com um custo de vida bastante mais barato. Isto é, temos capacidade técnica para cumprir integralmente os requisitos e o funcionamento de uma estrutura como a EMA», sustenta Eurico Castro Alves, um dos coordenadores da comissão da candidatura portuguesa.

Em consequência do Brexit, a Agência Europeia de Medicamentos terá de deixar a sua localização actual, no Reino Unido, em Março de 2019. O anúncio da cidade escolhida para substituir Londres está marcado para 15 de Novembro.

A concorrer ao lado de países como Alemanha, França ou Espanha - são 19 os estados da União Europeia que estão na corrida à relocalização -, a Invicta é apresentada como Uma Cidade Que o Faz Sentir em Casa, [A City That Makes You Feel At Home] no vídeo que oficializa a candidatura. «Seguro, ensolarado, com uma cultura e herança rica, resultante de nove séculos de história e com uma alta qualidade de serviços de saúde, escolas internacionais e excelentes conexões de voos em todo o mundo, o Porto oferece uma qualidade de vida única», lê-se na página oficial da candidatura, www.emainporto.eu.

O ex-secretário de Estado da Saúde e antigo presidente do Infarmed acredita que a cidade portuguesa tem tudo para ser escolhida na relocalização da EMA, dado que é “extremamente boa para se viver, com capacidade hoteleira, cultural e universitária». Por outro lado, o Porto garante «empregabilidade para os familiares dos funcionários da EMA e escolas bilingues suficientes para acomodar os filhos».​

Eurico Castro Alves admite, no entanto, que esta não é uma luta fácil. «Está toda a gente muito empenhada, consciente de que é um combate muito difícil, com oportunidades pequenas, mas reais. Vejo um grande entusiasmado e empenhamento e isso anima-me muito e dá-me esperança. Um dos factores do sucesso é também a dedicação das pessoas aos objectivos e isso está a acontecer», frisa. 

Segundo um relatório encomendado pelo Infarmed, Autoridade Nacional do Medicamento, à consultora Deloitte, a fixação da EMA no Porto terá um impacto directo na economia nacional estimado em 1.130 milhões de euros, até 2030, com a criação de 5.315 novos postos de trabalho.

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