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Dispensa de medicamentos hospitalares nas farmácias premiada

​​​​​​Doentes de risco acederam à medicação durante a primeira vaga da pandemia sem se deslocarem ao hospital.

Texto de Irina Fernandes

O projecto “Operação Luz Verde” que garantiu, durante a primeira vaga da pandemia de COVID-19, a dispensa gratuita de medicamentos hospitalares nas farmácias comunitárias ou no domicílio dos doentes, foi distinguido com o Prémio Saúde Sustentável 2020. Este ano, a iniciativa reconheceu projectos e instit​uições que promoveram boas práticas para a sustentabilidade da saúde em Portugal, em contexto de pandemia.

«Este prémio reconhece a mobilização do sector num período crítico concentrado no estado de emergência. Garantiu-se que nenhum português deixava de ter acesso aos medicamentos hospitalares de que necessitava. No fundo, poupámos deslocações aos doentes, poupámos recursos ao sistema de saúde e tempo aos hospitais para que respondessem à fase aguda, a primeira vaga de COVID-19. Estamos em crer que poupámos riscos e vidas com esta operação», declarou o director da Área Profissional da Associação Na​cional das Farmácias (ANF), Humberto Martins.

«Em termos do que representa no combate à pandemia, foi uma primeira grande resposta às situações de saúde não-COVID-19», frisou ainda o responsável da ANF.

A “Operação Luz Verde” resultou do esforço concertado de associações de doentes, farmácias, hospitais e distribuidores farmacêuticos, que garantiu a continuidade da terapêutica a doentes oncológicos, com VIH/sida ou esclerose múltipla, entre outras patologias, evitando deslocações desnecessárias aos serviços de saúde e diminuindo o risco de infecção dos doentes mais debilitados.

O projecto nasceu da parceria que envolveu a Ordem dos Farmacêuticos, Ordem dos Médicos, Associação Nacional das Farmácias (ANF), Associação de Farmácias de Portugal (AFP), Associação de Distribuidores Farmacêuticos (ADIFA), Associação Dignitude, Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (APIFARMA) e Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH).

Com o prémio a ser entregue à Ordem dos Farmacêuticos, o projecto “Operação Luz Verde” venceu na categoria “Experiência do Cidadão”, tendo sido atribuídos sete prémios e sete menções honrosas na 9.ª edição do Prémio Saúde Sustentável, iniciativa promovida pelo Jornal de Negócios e pela Sanofi.

Na cerimónia de entrega de prémios, a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos destacou a resposta rápida do sector do medicamento e da indústria farmacêutica, e lembrou o sucesso alcançado pelo projecto. «Em tempo de pandemia, foi preciso e é preciso inovar e transformar. A “Operação Luz Verde” surge a pensar nos cidadãos, naqueles que têm de ir buscar os medicamentos aos seus hospitais e que, em virtude da sua fragilidade, idade ou distância, não o podiam fazer», disse.

Ana Paula Martins salientou que o projecto ajudou milhares de portugueses durante o estado de emergência: «A Ordem dos Médicos, a Ordem dos Farmacêuticos, os serviços farmacêuticos hospitalares, a rede de farmácias comunitárias, a distribuição, a indústria farmacêutica e as associações das pessoas que vivem com doença, unidos numa inteligência comum e num projecto de todos, garantiram que 12 mil portugueses e portuguesas não tivessem de fazer cerca de 1 milhão e meio de quilómetros para conseguir aceder aos seus medicamentos. Valeu a pena e vale a pena».

Presidente honorário do júri do prémio, o antigo Presidente da República Jorge Sampaio felicitou em carta aberta a iniciativa e os projectos vencedores: «A variedade das candidaturas recebidas ilustra bem o quanto a procura de soluções para alguns problemas que surgiram com a pandemia foi rápida, engenhosa e com impacto positivo imediato. Há agora que divulgar e replicar, para que tais boas práticas possam alcançar massa crítica e ampliar significativamente o universo dos beneficiários».

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