Saltar para o conteúdo principal Saltar para o footer

«Rápido e gratuito, não há nada melhor»

​​​​A satisfação das pessoas que fazem testes à COVID-19 nas farmácias.​

Texto de Carlos Enes, Sónia Balasteiro • Foto de Pedro Loureiro

Toda a gente tem uma boa razão para fazer um teste rápido de antigénio à COVID-19. Eva Maftei, 21 anos, precisa dele para ir vender os seus brincos artesanais à Feira da Bagageira, no mercado de Benfica; Inês Valente e o marido querem sair da Área Metropolitana de Lisboa para uns dias de descanso no Alentejo; Augusta Ferreira, 69 anos, há uns dias que anda a magicar no pingo do nariz que não a larga.

Na Farmácia Nova Olival Basto os testes funcionam por marcação. O agendamento evita filas à porta e aglomerados de pessoas. Desde que a Câmara Municipal de Odivelas estabeleceu um protocolo com as farmácias, garantindo testes gratuitos a todos os munícipes, o serviço funciona em permanência. «Todos os cinco farmacêuticos desta casa fizeram formação e rodam entre eles para a farmácia dar resposta ao longo de todo o seu horário às necessidades da população», esclarece o director-técnico, Marco António Almeida.

A farmácia investiu tudo o que é possível na segurança dos utentes e da própria equipa. Há um gabinete de consultas farmacêuticas, que é sempre desinfectado antes de cada recolha, exclusivamente dedicado ao serviço. Os farmacêuticos trocam de luvas, máscara, bata e touca descartáveis entre cada atendimento. Quando é a primeira vez de alguém, demoram mais tempo a explicar que o teste «pode causar um ligeiro desconforto, mas não é doloroso». Numa linguagem popular, faz umas cócegas, mas não dói nada. 

​​
Os resultados são comunicados aos utentes em 10 - 15 minutos, verbalmente mas também por escrito, em relatório autenticado pela farmácia, sms ou e-mail. Nesta manhã, estão todos a dar negativo. «Rápido e gratuito, não há nada melhor», afirma Inês. «O meu marido marcou ontem e já está», agradece Augusta. «Cheguei aqui e perguntei como era a dinâmica da marcação, a senhora mostrou as vagas disponíveis, marcámos e fizemos», sintetiza Eva Maftei, contente por poder ir vender o seu artesanato em segurança.

Para a equipa da farmácia, não é tão rápido assim. Para além da comunicação ao utente e ao médico prescritor, todos os dias passa horas ao computador, a carregar os dados relativos a cada teste nas plataformas online de notificação do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA). Esse registo aplica-se a todos os casos, incluindo os negativos e inconclusivos. E a procura está a crescer, a farmácia já atende 50 doentes por dia. A equipa anda num virote, mas sabe que tem uma missão a cumprir. «Quer pela sua proximidade quer pela capacitação técnica faz todo o sentido, nesta altura, as farmácias estarem a prestar este serviço», declara o farmacêutico Marco António Almeida.

 

Sobre o autor

Admin

uSkinned, the world’s number one provider of Umbraco CMS themes and starter kits.

Este site armazena cookies no seu computador. Esses cookies são usados para recolher informações como interage como o nosso site e permite-nos lembrar das suas preferências. Usamos essas informações para melhorar e personalizar a sua experiência de navegação. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.