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Um leão no mato

​​​​​​​​​​​​Em 1980 Francisco George aterrou em África numa missão pela OMS. A família juntou-se e lá passaram 12 anos. Nunca foi opção estarem afastados. As contrariedades​ resolviam-se sem telefone fixo nem telemóvel.

Texto de Maria Jorge Costa • Foto de Céu Guarda

​Revista Saúda - África... é uma paixão...
FG - Nunca tinha ido a África. Fui para Brazzaville em 1980, como especialista em Saúde Pública ao serviço da OMS. Foi um impulso agradável muito bom. 

RS - Muitos sustos, muitas aventuras...
FG - Mas foi preciso! 

RS - Compreende o que muita gente diz sobre o cheiro de África?
FG - Sim, sim.  Acabei por trabalhar em quase todos os países, e consigo distinguir à distância pelas feições e pelo recorte, o país de origem e, muitas vezes, a etnia das pessoas. 
I​as, em Londres, vi uma senhora com os filhos e pensei: esta senhora, de certeza, que é do Zimbábue. E era. Tenho esta facilidade de identificar os povos pelas etnias a que pertencem. A maneira como falam. Foram 10 anos a trabalhar junto das pessoas. Nunca me preocupei muito em estar em gabinetes. 
Aí sim, trabalhava muito... muitos dias, semanas, meses no mato, primeiro na luta contra o tétano, também na luta contra uma doença que provoca cegueira a longo prazo. Também trabalhei muito em sida e, em Outubro de 1980, estávamos no início da emergência do problema. ​

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