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Bastonário quer novos serviços farmacêuticos

​​​​​​​​​Helder Mota Filipe defende a valorização dos farmacêuticos no SNS.​

Texto de Maria Jorge Costa • Foto de Mário Pereira

​A Ordem dos Farmacêuticos vai continuar a defender o desenvolvimento e reconhecimento de novas áreas de intervenção e novos serviços farmacêuticos. «É fulcral a instituição de competências formais que promovam a diferenciação profissional e habilitem ao desenvolvimento de atividades específicas». Nesse sentido, a Ordem vai propor «novos serviços farmacêuticos nas diversas áreas de atividade clínica, demonstrando os consequentes resultados em saúde e a mais-valia para os doentes, para o sistema e, em particular, para o SNS», afirmou Helder Mota Filipe no discurso de tomada de posse enquanto bastonário dos farmacêuticos, no dia 25 de fevereiro.



Na sessão, que contou com a presença do secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, o novo bastonário destacou as atividades assistenciais dos farmacêuticos comunitários, hospitalares e analistas clínicos, que contribuem para aliviar a pressão sobre os serviços de saúde públicos. Esta colaboração tem de ter por base «um reconhecimento adequado, e devidamente enquadrado, da intervenção do farmacêutico» e duas condições essenciais para a prestação desses serviços com qualidade e segurança: acesso a informação clínica relevante e comunicação entre entidades prestadoras de cuidados. 

«Não havendo, hoje, limitações tecnológicas inultrapassáveis no que respeita à partilha [de dados clínicos] e, mediante o necessário consentimento informado do proprietário dos dados, ou seja, o cidadão, nada obsta a esse acesso, exceto a vontade política». O outro lado do acesso à informação clínica, defende Helder Mota Filipe, passa por «criar mecanismos de comunicação entre as diferentes entidades e os diversos profissionais envolvidos nos cuidados prestados a um determinado doente».



Colocando-se do lado da «solução», garantiu que os farmacêuticos estão disponíveis para, dentro do SNS ou em colaboração, ajudar a resolver a «situação complexa que enfrentamos e que continuaremos a enfrentar nos próximos anos, desde que o contributo dos farmacêuticos seja adequadamente discutido, planeado e reconhecido».

No seu discurso, o secretário de Estado da Saúde começou por expressar o «sincero agradecimento a todos os farmacêuticos», destacando o papel essencial no combate à pandemia «que terão, seguramente, no futuro».



O governante classificou as farmácias como «importantes parceiros estratégicos» e elencou exemplos: «nunca fecharam as portas durante os períodos de confinamento», são importantes na adesão à terapêutica, na entrega de medicamentos ao domicílio, na cooperação para a entrega de medicamentos hospitalares nas farmácias, e recordou ainda o papel que desempenham na vacinação contra a gripe, através do acordo com o SNS, e na campanha de testagem contra a COVID-19».

O secretário de Estado referiu os desafios que o país enfrenta, como a necessidade de reduzir assimetrias e promover melhor acesso a cuidados de saúde. Para isso, «continuamos a contar convosco», nomeadamente no controlo da diabetes, da asma ou da hipertensão.

Para o novo bastonário, é crucial que o SNS promova a gestão eficiente dos recursos e a capacidade instalada no país, sem excluir a rede de farmácias comunitárias, os laboratórios de análises clínicas e os distribuidores farmacêuticos. «Não os incluir, por preconceito ou outra razão, colocando em causa a qualidade e a universalidade dos cuidados farmacêuticos, não será nunca uma opção que respeite os interesses dos doentes», defendeu.



A posse dos novos órgãos sociais da Ordem dos Farmacêuticos foi precedida da posse dos órgãos regionais. No dia 21 de fevereiro, tomaram posse os órgãos da Secção Regional do Sul e Regiões Autónomas, cuja presidência continua a cargo de Luís Lourenço. No dia seguinte, a 22 de fevereiro, foram empossados os órgãos da Secção Regional do Norte, ficando a presidência da direção regional agora a cargo de Félix Carvalho. No dia 23 de fevereiro, tomaram posse os órgãos da Secção Regional do Centro, presididos, durante mais três anos, por Anabela Mascarenhas.

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