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Cantar e dançar a memória

​​​​​​​​​​​Trajes e cantigas que conservam a História de Santa Maria da Feira.

Texto de Vera Pimenta • Foto de José Pedro Tomaz

A ideia de conservar a tradição através da música e da dança nasceu em 1975. O Grupo de Danças e Cantares Regionais do Orfeão da Feira começava assim o seu percurso a dançar modas representativas de todo o país, desde o Minho até ao Algarve. 

Cinco anos depois, decide focar-se na preservação dos usos e costumes da então Vila da Feira. «Nesse ano e nos seguintes fez-se um grande trabalho de recolha, desde peças ligadas ao ciclo do linho até aos trajes, cantigas e danças», conta o director, Fábio Pinto. «Desde aí temos estado numa remodelação constante do grupo, principalmente ao nível do trajar e das cantigas», explica.

 

Membro da Federação do Folclore Português desde 2006, o Grupo dedica-se a proteger o património cultural da Feira, sempre de olhos postos no futuro: «Um dia destes os nossos trajes serão réplicas exactas do início do século XX».

Passado quase meio século, mudaram-se os tempos, mas não as vontades. Os trajes cosidos à mão, com os cós das saias franzidos à antigamente contam histórias dos serões de espadeladas do linho da região. Em roda, cantam-se e dançam-se memórias, embaladas pelo som do violino, da viola braguesa e do cavaquinho.

 

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