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Estudo revela impacto do autocuidado e reforça papel das farmácias no acompanhamento

A ANF participou na sessão de apresentação do estudo “O Papel do Autocuidado em Portugal”, promovido pela APIFARMA.

Texto de Ana Rita Cunha | Fotografia: APIFARMA

A maioria dos portugueses (92%) experienciou pelo menos um problema de saúde ligeiro no último ano, sendo que, em mais de metade das situações (55%), o autocuidado foi a primeira resposta adotada. Estes dados resultam do estudo “O Papel do Autocuidado em Portugal”, promovido pela APIFARMA, que envolveu a população, médicos de medicina geral e familiar e farmacêuticos comunitários.

Quando adotado, o autocuidado revelou-se eficaz: 79% das situações ficaram totalmente resolvidas sem necessidade de recorrer ao médico, o que apenas aconteceu em apenas 1% dos casos. A farmácia destaca-se como o principal local de suporte ao autocuidado, com 33% dos cidadãos que optam por esta abordagem a recorrerem diretamente ao aconselhamento farmacêutico.

Durante a apresentação do estudo, que decorreu no dia 6 de maio, no Centro Cultural de Belém, a Secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, sublinhou que «o autocuidado existe desde sempre, com um papel muito importante das farmácias comunitárias», posicionando estes espaços como uma «porta de entrada em muitos cuidados de saúde».

Por sua vez, a presidente da ANF, Ema Paulino, afirmou que «muitas pessoas procuram a farmácia como primeiro ponto de contacto quando são confrontadas com sintomatologias ligeiras», destacando a capilaridade da rede de farmácias e a qualificação das suas equipas, que diariamente contactam com cerca de 5% da população, como uma «oportunidade» para intervir ao nível das situações clínicas ligeiras (SCL), com benefícios significativos, à semelhança do que demonstra a experiência internacional.

Além do alívio da pressão sobre os cuidados de saúde primários e hospitalares, com a redução da afluência injustificada, o autocuidado traduz-se, de acordo com o estudo, num impacto relevante, permitindo reduzir o custo médio por episódio de 93 para 18 euros, o que corresponde a uma poupança de cerca de 80%. No conjunto da população, este valor representa uma poupança anual estimada de 9,6 mil milhões de euros, repartida entre o SNS (47%) e as pessoas (53%). Além dos ganhos financeiros, o autocuidado contribui também para maior produtividade, com uma taxa de absentismo substancialmente inferior e uma menor interrupção da atividade profissional.

Perante este cenário, a presidente da ANF apontou o caminho a seguir, defendendo a contratualização de protocolos clínicos de intervenção e de referenciação na farmácia, quando necessário, e reforçando a necessidade de registo da informação relativa à intervenção farmacêutica no Registo de Saúde Eletrónico Único (RSEu) para a partilha de informação entre os profissionais de saúde.

Também o presidente da APIFARMA, João Almeida Lopes, sublinhou que «o autocuidado é hoje uma realidade bem-sucedida em Portugal, resultado de uma relação sólida entre os MNSRM e a rede de farmácias, um ativo estratégico do sistema de saúde, que privilegia a proximidade, a confiança e o conhecimento», defendendo a necessidade de agilizar processos regulamentares e alargar as listas de MNSRM no país.

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