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Estudo revela que mais de 67% dos profissionais de saúde defendem revisão do PNV

Os farmacêuticos são os que mais defendem a revisão do Programa, segundo o estudo da APIFARMA.

Texto de Ana Rita Cunha

​​​O PNV mantém uma perceção positiva junto da população e dos profissionais de saúde, de acordo com o estudo “Perceção do Valor das Vacinas 2025/2026", promovido pela APIFARMA. Ainda assim, mais de 67% dos profissionais de saúde inquiridos defendem a sua revisão, de modo a adequá-lo à realidade da população adulta e às necessidades de uma sociedade cada vez mais envelhecida.

Apresentado na conferência “Preparar o Futuro | O Valor da Vacinação em Saúde", realizada a 28 de abril, no Centro Cultural de Belém, no âmbito da Semana Europeia da Vacinação, o estudo evidencia que os farmacêuticos são os que mais concordam (82,9%) com a revisão do PNV, seguindo-se os médicos (75,5%).

Os farmacêuticos defendem também um papel mais ativo na administração de vacinas não abrangidas pelo PNV, avaliando de forma positiva a experiência da vacinação contra a gripe e a COVID-19 ocorrida nas farmácias comunitárias. Nesse contexto, Natália Pereira, da Unidade de Vacinas, Imunização e Produtos Biológicos, da DGS, destacou o contributo das farmácias enquanto agentes relevantes na promoção da literacia vacinal, sublinhando, em particular, o seu papel na campanha de vacinação sazonal contra a gripe e a COVID-19, pela sua «proximidade, conveniência e reforço da acessibilidade».

«Esta é uma estratégia vencedora», sublinhou a coordenadora do Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar. Cláudia Vicente defendeu ainda o alargamento da intervenção das farmácias, considerando que estas constituem uma mais-valia na administração de vacinas não abrangidas pelo PNV, devido à sua proximidade às pessoas e ao seu importante contributo no combate à hesitação vacinal.

Não obstante a defesa da necessidade de revisão do PNV, o estudo evidencia um consenso alargado quanto à relevância da vacinação para a Saúde Pública, para a prevenção da doença, e para a proteção individual e coletiva. Neste sentido, a diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado, destacou a capacidade do PNV para «incorporar inovação e responder a novas ameaças», evidenciando os benefícios do investimento em vacinação: «doença evitada, internamentos prevenidos e vidas não interrompidas».

Por sua vez, Miguel Guimarães, médico e deputado da Comissão Parlamentar de Saúde, defendeu um Orçamento do Estado mais robusto para a Saúde, com uma maior aposta na promoção da saúde e na prevenção da doença. Também o presidente da APIFARMA, João Almeida Lopes, sublinhou que a prevenção constitui «uma necessidade estratégica, pelo seu impacto, pela eficácia e o retorno a longo prazo», apontando a vacinação ao longo da vida como «uma prioridade que Portugal não pode continuar a adiar».​

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