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Europa levanta voo

​​​​​​​​​​​​Governos europeus investem cada vez mais nas farmácias​.

Texto de Carlos Enes

Os governos europeus aumentaram o investimento nas redes de farmácias comunitárias para fazer face à COVID-19. A pandemia acelerou a tendência para a diversificação dos serviços farmacêuticos e a respectiva contratação por parte dos Estados. É o que resulta do levantamento sistemático dos serviços farmacêuticos actualmente praticados em 32 países da Europa, levado a cabo pelo Instituto de Saúde Baseada na Evidência (ISBE), com o apoio de peritos da London School of Economics, Universidade de Huddersfield (Inglaterra), e da SDA Bocconi School of Management (Itália).

O mapeamento contabilizou 38 serviços farmacêuticos que já eram praticados antes da pandemia, 31 dos quais comparticipados por um número variável de Estados. As farmácias exercem funções «muito além da dispensa de medicamentos, já reembolsadas em alguns países, o que confirma o seu papel na promoção da saúde, rastreio, combate à doença e acompanhamento de casos», descreve o relatório final do estudo. As prioridades dos Estados, nas decisões de investimento, recaem em serviços promotores de eficiência económica, segurança e adesão à terapêutica.

No universo de 32 países, as farmácias registaram 30 respostas à pandemia, 16 das quais comparticipadas em vários países. Cerca de metade dos países investiram na dispensa de máscaras e desinfectantes à população. O álcool ​gel preparado nos laboratórios farmacêuticos​ é comparticipado em 9 Estados. A Espanha começou a remunerar as farmácias pela dispensa de medicamentos hospitalares, enquanto Alemanha, Dinamarca, Finlândia e Letónia investiram no incremento das dispensas ao domicílio. As respostas à pandemia ocorreram de forma generalizada, em toda a​ Europa, e «num período muito curto de tempo, o que reflecte o carácter reactivo e adaptativo das farmácias ao surto pandémico».

Os peritos analisaram um grande acervo de estudos científicos realizados internacionalmente, com destaque para a Inglaterra, tendo concluído que existe evidência científica do valor da intervenção dos farmacêuticos comunitários na triagem e no encaminhamento de doentes, gestão da doença crónica, vacinação contra a gripe, gestão de medicamentos, troca de seringas e cessação tabágica.​​

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