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Farmácia: uma boa notícia para a pessoa ostomizada

​​Aconselhamento profissional fácil e com privacidade.

Texto de Mário Beja Santos

Estima-se que em Portugal existam cerca de 20 mil pessoas ostomizadas, ou seja, que por a dada altura da sua vida terem sido sujeitas a uma intervenção cirúrgica, convivem com uma abertura artificial no corpo, chamada estoma. 

As razões para a necessidade de uma cirurgia de ostomia são várias, desde uma doença até um acidente, assim como os objectivos que procura servir. Consequentemente, há diferentes zonas do corpo onde o estoma pode ser feito, assumindo um nome distinto em cada caso: 

  • A abertura ao nível do intestino grosso é chamada de colostomia e tem como objetivo eliminar fezes de consistência sólida;
  • A abertura ao nível do intestino delgado tem o nome de ileostomia e permite eliminar fezes de consistência mais líquida;
  • A abertura ao nível do aparelho urinário chama-se urostomia e pretende eliminar a urina;
  • A abertura ao nível da traqueia intitula-se traqueostomia e tem por objectivo permitir a respiração e libertação de secreções.

As ostomias podem ser temporárias ou definitivas, mas em qualquer dos casos requerem cuidados específicos, em concreto a utilização de dispositivos próprios no dia-a-dia.
Até ao início de 2017 o acesso a estes dispositivos tinha as suas complicações, às quais se somava o facto de a pessoa ostomizada precisar de pagar o material de uso diário, sendo só mais tarde reembolsada de parte deste custo. 

Hoje tudo isso está modificado. Qualquer farmácia pode dispensar estes produtos mediante uma receita médica e com uma comparticipação a 100%.

A boa notícia para as pessoas ostomizadas é que isto significa melhor acesso, porque a farmácia é um serviço de saúde que está próximo da população. E significa também a obtenção fácil de um aconselhamento técnico profissional e com privacidade. 

Nas farmácias, a pessoa ostomizada pode saber mais sobre os dispositivos e os acessórios que se adaptam melhor à sua situação; esclarecer dúvidas sobre a aplicação do dispositivo ou como fazer a higiene diária; aprender a reconhecer as alterações do estoma; quais os cuidados que deve ter na alimentação e com os medicamentos que toma; saber organizar um armário de produtos de ostomia; como pode melhorar a sua qualidade de vida, gozar de mais conforto e ter mais segurança. A farmácia é hoje um parceiro da pessoa com ostomia, que lhe presta esclarecimentos idóneos, úteis e eficazes.

O farmacêutico possui os requisitos necessários para tornar a vida da pessoa ostomizada mais cómoda, podendo contribuir para desmontar preconceitos e elevar a autoestima de quem usa estes dispositivos a título provisório ou definitivo. Direi, sem nenhuma hesitação, à pessoa ostomizada que use e abuse do aconselhamento farmacêutico, beneficiando da proximidade e da confidencialidade, bem como da segurança e competência do conselho.

Relembro ainda que está em vigor uma campanha nas farmácias: “Mais fácil. Mais perto de si. Ostomia: a solução na sua farmácia”, com o objectivo de sensibilizar a população para esta nova forma, mais cómoda, de aquisição dos dispositivos de ostomia.

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