Papel da IA no setor farmacêutico debatido na Reunião Anual do Colégio de Farmácia Comunitária
O encontro proporcionou espaço para uma reflexão estratégica sobre temas centrais do setor.
Texto de Ana Rita Cunha
«O futuro da saúde será mais inteligente, mas também mais humano, se soubermos usar a tecnologia com responsabilidade, proximidade e foco no bem-estar das pessoas», defendeu a presidente da ANF, durante a mesa-redonda “Inteligência Artificial em Farmácia Comunitária e Desafios Éticos", integrada na VI Reunião Anual do Colégio de Farmácia Comunitária, promovido pelo Conselho do Colégio de Especialidade de Farmácia Comunitária da Ordem dos Farmacêuticos (CCEFC-OF), no dia 28 de março.
No evento, que teve lugar na Secção Regional do Norte da Ordem dos Farmacêuticos, no Porto, Ema Paulino sublinhou que a inteligência artificial (IA) vai assumir uma presença cada vez mais relevante no ecossistema da saúde nos próximos anos. No setor farmacêutico, destacou, esta será uma ferramenta essencial para apoiar e complementar a prática diária das equipas.
«A interação presencial entre o farmacêutico e as pessoas permanecerá essencial, pois é insubstituível», afirmou, acrescentando que a tecnologia deverá «ampliar» o toque humano. O elevado potencial da IA deve, segundo salientou, ser acompanhado de uma implementação ética, segura e sustentada por formação adequada dos profissionais de saúde, assegurando que a sua utilização se mantém ao serviço das pessoas.
A mesa-redonda contou ainda com a participação de Luís Valente, diretor executivo e cofundador da iLoF; Carlos Maurício Barbosa, professor da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto; Pedro Barata, vice-presidente da CEIC; e Isabel Cortez, presidente da AFP.