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PGEU define prioridades para o futuro da profissão

A organização divulgou o documento estratégico "A Vision for Community Pharmacy in Europe".

Texto de Ana Rita Cunha

​​​​​Integrar plenamente as farmácias comunitárias é fundamental para reforçar a resiliência dos sistemas de saúde, melhorar a capacidade de resposta em situações de crise e garantir cuidados centrados na pessoa. Esta é uma das principais ideias do “A Vision for Community Pharmacy in Europe", documento estratégico sobre o futuro da profissão farmacêutica e das farmácias comunitárias, publicado pelo Grupo Farmacêutico da União Europeia (PGEU) esta quarta-feira.

O documento apresenta as farmácias comunitárias como «a infraestrutura de saúde mais amplamente distribuída e acessível da Europa», contando com profissionais de primeira linha, que asseguram os cuidados de saúde, a prevenção da doença e a continuidade das terapêuticas.

Perante «o ponto de viragem» em que se encontram os sistemas de saúde europeus, o PGEU destaca oito metas e iniciativas essenciais para potenciar o contributo das farmácias comunitárias até 2040:

  • Prestação de cuidados seguros, contínuos e centrados na pessoa, promovendo a adesão à terapêutica e o aconselhamento personalizado, e contribuindo para a farmacovigilância;
  • Farmácias como espaços integrados de saúde, disponibilizando serviços tais como a vacinação e os rastreios enquanto parte dos cuidados diários, em particular em comunidades em que o acesso aos cuidados de saúde é limitado;
  • Excelência clínica e âmbito alargado, sendo os farmacêuticos profissionais de primeira linha, que tratam situações clínicas ligeiras e apoiam a continuidade das terapêuticas em colaboração com outros profissionais de saúde;
  • Farmácias preparadas para crises, já que a sua capilaridade e a relação de confiança com as pessoas as posicionam como atores de primeira linha em tempos de crise;
  • Força de trabalho sólida, qualificada e motivada, contando com uma remuneração justa, percursos de carreiras atrativos e formação adequada;
  • Ferramentas digitais, que automatizem o trabalho de cariz burocrático e permitam aos farmacêuticos dedicar mais tempo ao atendimento;
  • Modelos de financiamento economicamente sustentáveis, reconhecendo o valor que os farmacêuticos e os serviços por eles prestados acrescentam aos sistemas de saúde;
  • Adoção de práticas amigas do ambiente, promovendo o uso responsável de medicamentos e práticas sustentáveis com vista à proteção da Saúde Pública e do meio ambiente.

O PGEU defende ainda a necessidade de uma ação política coordenada aos níveis nacional e europeu para enfrentar vulnerabilidades estruturais, como a escassez de medicamentos e as fragilidades dos sistemas digitais, que trazem desafios diários às equipas das farmácias.​

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