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ANF leva experiência portuguesa a encontro romeno sobre intervenção das farmácias

O Farma Conect 2026 reuniu na Roménia representantes de vários países para apresentar modelos de sucesso ao nível da intervenção das farmácias comunitárias.

Texto de Ana Rita Cunha

​A importância da rede de farmácias comunitárias na jornada de saúde das pessoas em Portugal esteve em destaque no Farma Conect 2026, que decorreu no dia 20 de outubro, na Roménia. A iniciativa reuniu representantes de vários países para apresentar modelos de sucesso ao nível da intervenção das farmácias, com benefícios para as pessoas, para o sistema de saúde e para a economia.

Organizado pela Associação das Farmácias e dos Farmacêuticos da Roménia (AFFR) e pela Federação das Entidades Patronais das Farmácias da Roménia (FPFR), o encontro contou com a participação de Manuel Talhinhas, diretor Político-Institucional da ANF, e de Filipe Ramalho, Associado e Delegado da Associação. Em representação de Portugal, os dois intervenientes partilharam a experiência nacional em duas áreas fundamentais: o papel das farmácias no acesso das pessoas aos cuidados de saúde e a vacinação nas farmácias comunitárias.

«O valor das farmácias vai muito além da transação comercial, resultando da proximidade e da relação de confiança estabelecida diariamente entre farmacêuticos e cidadãos», destacou Manuel Talhinhas, sublinhando o papel da rede de farmácias no acesso equitativo das pessoas aos cuidados de saúde, em particular nos territórios menos densamente povoados.

Para ilustrar este contributo, foram apresentados os resultados do “Estudo do Valor da Rede de Farmácias em Portugal". Segundo o estudo, 82% da população vive a menos de cinco quilómetros de uma farmácia e 75,3% das pessoas confia de forma total ou elevada no farmacêutico. Estes fatores traduzem-se em mais de 550 mil visitas por dia e numa procura frequente (57%) das farmácias perante sintomas ligeiros, sendo que 97,8% das situações são resolvidas sem necessidade de encaminhamento para outros níveis de cuidados de saúde.

Foi também destacado que os serviços farmacêuticos podem gerar valor e eficiência para o sistema de saúde. O desafio passa agora por transformar esta evidência em políticas de saúde que reconheçam o contributo da rede e que promovam uma melhor utilização da sua capacidade instalada.

A vacinação constitui um exemplo concreto desse potencial. O Associado e Delegado da ANF Filipe Ramalho apresentou a experiência portuguesa nesta área, num momento em que a Roménia está a dar os primeiros passos na consolidação deste serviço nas farmácias comunitárias: «Um parceiro estratégico na saúde é aquele cujo potencial é plenamente aproveitado. A experiência portuguesa demonstra que a vacinação nas farmácias reforça a confiança, alarga o acesso e fortalece toda a estrutura do sistema de saúde».

Na sua intervenção, recordou ainda a evolução do serviço, desde 2007, quando alterações legislativas permitiram às farmácias comunitárias prestar um novo leque de serviços, como a administração de vacinas não incluídas no Programa Nacional de Vacinação (PNV), até à integração das farmácias nas campanhas sazonais de vacinação contra a gripe e a COVID-19, em complementaridade com o SNS.

O painel contou ainda com a participação de Luís Lourenço, em representação da FIP; Erminia Pietrobono, de Itália; Janos Elek, da Hungria; e Andreea Lazăr, de França.​

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