Estudo do Valor da Rede de Farmácias em Portugal em destaque no 84.º Congresso Mundial da FIP
A presidente da ANF apresentou os principais resultados do estudo da Nova SBE durante o maior encontro mundial da profissão farmacêutica.
Texto de Ana Rita Cunha
As principais conclusões do “Estudo do Valor da Rede de Farmácias em Portugal”, que evidenciam o contributo das farmácias comunitárias para as pessoas, para o sistema de saúde, para a economia e para o ambiente, estiveram, esta terça-feira, em destaque na 84.ª edição do Congresso Mundial da FIP, que decorre até 2 de setembro em Montreal, no Canadá, sob o lema “One Health, One Pharmacy – Bridging science, practice and education”.
«A rede de farmácias em Portugal é uma rede de abrangência nacional e uma primeira porta de entrada para os utentes», afirmou a presidente da ANF, Ema Paulino, durante um painel de partilha da realidade portuguesa e norueguesa, no qual apresentou o estudo.
Em Portugal, a distribuição capilar da rede é essencial para assegurar o acesso das pessoas aos cuidados de saúde. 82% dos portugueses vive a menos de cinco quilómetros de uma farmácia, uma proximidade que, aliada à confiança das pessoas e à capacitação das equipas, se traduz numa procura elevada pelos serviços das farmácias e pelo aconselhamento farmacêutico. Em 2025, a rede registou 174,3 milhões de atendimentos, mais de 550 mil por dia útil, e acompanhou cerca de 477 mil situações clínicas ligeiras, resolvendo 97,8% dos casos na farmácia.
A presidente salientou ainda o contributo essencial das farmácias para o ambiente, com reduções significativas das emissões de gases com efeito de estufa, bem como para a coesão territorial e para a economia, quer nacional, quer local. «A rede de farmácias promove a coesão territorial do país. Onde o acesso aos centros de saúde é mais limitado, as farmácias tendem a assumir um maior peso económico a nível local», reforçou.
A participação da Associação no maior encontro mundial da profissão farmacêutica e, em particular, a apresentação do estudo, desenvolvido pela Nova SBE, permitiu partilhar com os parceiros e representantes dos farmacêuticos e das farmácias de vários países, evidência sobre o valor que a rede de farmácias comunitárias gera em Portugal.
Em paralelo, a ANF subscreveu a Declaração de Montreal, com foco nas doenças não transmissíveis. O documento reafirma o compromisso da FIP e dos seus membros com o reforço do contributo da farmácia comunitária na prevenção e gestão das doenças não transmissíveis, consideradas um dos maiores desafios da saúde ao nível global.