PGEU reforça papel das farmácias comunitárias na preparação dos sistemas de saúde para situações de crise
Portugal esteve representado pela ANF e pela Ordem dos Farmacêuticos. Teresa Almeida, da Direção da ANF, foi eleita para Tesoureira do PGEU em 2027.
Texto de Ana Rita Cunha
Os representantes das farmácias comunitárias e dos farmacêuticos da União Europeia (UE) reuniram-se na Polónia, nos dias 26 e 27 de maio, para a Assembleia Geral e Conferência Anual do Grupo Farmacêutico da União Europeia (PGEU). Portugal esteve representado pela ANF e pela Ordem dos Farmacêuticos.
Foi aprovado, durante a Assembleia Geral, um position paper dedicado à preparação dos sistemas de saúde europeus para situações de emergência e de crise. O documento reforça o papel essencial das farmácias comunitárias enquanto estruturas próximas e capazes de assegurar um apoio contínuo às populações, como ficou demonstrado durante a pandemia da COVID-19 ou, mais recentemente, nas falhas de energia registadas em Portugal e Espanha. É, desta forma, sublinhada a importância de integrar formalmente as farmácias comunitárias nos planos de emergência nacionais e europeus de preparação e resposta a crises.
Este foi também o tema central da Conferência Anual do PGEU, subordinada ao mote “Ensuring Europe’s health preparedness”, na qual a ANF participou ativamente. Num dos painéis, o diretor da Cientis, António Teixeira Rodrigues, destacou a importância de desenvolver e adotar modelos integrados de vigilância epidemiológica das infeções respiratórias, valorizando o potencial das farmácias comunitárias como rede sentinela e como elemento essencial da capacidade de resposta do setor da saúde em cenários de crise.
Para ilustrar esta capacidade, António Teixeira Rodrigues apresentou o projeto inovador de vigilância epidemiológica de vírus respiratório desenvolvido pela ANF e pela ULS Oeste. A iniciativa contou com a adesão de cerca de 70% das farmácias da região e permitiu recolher mais de 2.100 questionários válidos, demonstrando a capacidade das farmácias para gerar informação epidemiológica relevante, apoiando decisões clínicas e de gestão dos serviços de saúde, tanto ao nível local como nacional, e permitindo respostas mais céleres, eficazes e fundamentadas em evidência.